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Carnaval
2005
Tempo, senhor da razão e da história. Hoje, ele nos permite narrar uma odisséia jamais contada aos homens. Vem do céu, da mais alta nuvem que percorre a imensidão, a raiz da negritude. Hoje, retornamos à África para contar a história de uma época que só os espíritos iluminados conhecem, contar a formação da raça negra que conhecemos histórica e culturalmente. Desvendar todo esse emaranhado de mistérios há de conduzir a reflexão da humanidade ao ato maior de gratidão. A consciência há de ser alcançada de forma que o mundo entenda a importância do Continente Africano e de sua gente que dia após dia sofre com guerras, pestilências e a maior das doenças: a pobreza. Banhados pela espuma, saudamos o Mestre Afra, patrono da negritude. Rufam os tambores que sagram o nascimento de uma nova civilização! Rufam os tambores que consagram a epopéia de um povo! É Afra! É Afro! É Raça Negra!
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